domingo, 1 de fevereiro de 2015

PASSAGEIROS NÃO SE VÁ! PORQUE ESTAMOS PERDENDO MERCADO PARA UrBER E OUTROS CAR SERVICES

VIU UM BRAÇO LEVANTADO, ACENE, INDIQUE QUE ESTÁ OCUPADO, FAÇA UM GESTO COM AS MÃOS


Além de ser um modismo, a baixa qualidade na prestação do serviço remunerado individual de passageiros por parte dos nossos "profissionais", comportamentos anti-cidadão, como fechadas em colegas para pegar passageiro, furo das cooperativas, falta de padrão e comodidade na forma de  pagamento.

Tenho conversado com passageiros de Uber e Car services. Mas como? Basta puxar o assunto no meio de uma roda de amigos (não taxistas) que logo alguém diz: " Me desculpe André, mas este serviço está muito melhor! Você nem sempre pode nos atender..."

A manicure da minha esposa, que mora em Bráz de Pina, utiliza pelo menos três vezes por semana, uma corrida curta de ida-e-volta para o balet das filhas. Perguntei porquê não usa o serviço de táxis, ela foi bem decidida. A maioria reclama de subir a minha rua, como o trajeto é curto, a maioria se recusa e já ouvi todo tipo de desculpa deles (taxistas). Ela gasta pelo menos R$ 60,00 por semana com a corrida dos filhos, e mais um pouco quando sai em lazer para o Barra Music ou Feira de São Cristovão, destinos costumeiros. Faz uso de um Car Service e se diz muito satisfeita, quando tem festa na família, ela indica para seus convidados que também já passaram a utilizar.

Semana passada, conversando com um servidor público, ele me mostrou seu celular com corridas da Gávea para Vila Valqueire e Gávea X Pavuna, destinos que custam em média de R$ 105,00 a R$ 123,00. Em trajetos curtos na Zona Sul, também utiliza bastante. Perguntei se não usa mais táxis, ele respondeu, "de vez em quando, se tiver distraido levanto o braço para algum" Rsrsrsrs
A PORTA DELES ESTÁ ABERTA, VAMOS PERDER MAIS PASSAGEIROS PARA ELES? 

Esses relatos, ouvi de dezenas de pessoas, reclamam da cobrança indevida, da arrogância, do cheiro de cigarro, da falta de limpeza e asseio dos motoristas. Das vestimentas, arrogância e falta de educação.

Ligar para uma cooperativa e não obter retorno, por esta não tem carros para atender, dúvida se o motorista que vai parar é aquele senhor educado de ontem ou um grosseiro de antes-de-ontem?

FORMA DE PAGAMENTO, UM GRANDE ATRATIVO

No caso de usuários do UrBER, a maioria relata que a comodidade de não ter que mexer na carteira ou no bolso os atrai.

 Poder pagar com cartão de crédito, ter certeza de que o carro que virá é novo e o motorista com procedimento padrão, também pesam na decisão de usar ou não o serviço de táxi. De usar ou não o serviço "clandestino".

Para a maioria dos passageiros, o importante é o atendimento, conforto e comodidade. Não querem saber se você paga diárias, alugou o carro ou investiu milhares de Reais na aquisição de uma autorização,eles querem é viajar com conforto.

O QUE PODEMOS FAZER??

Exigir das autoridades, fiscalização contra os clandestinos, pois o que vemos hoje é apenas contra os legalizados.

Disponibilizar os mesmos meios de pagamento, cartão de crédito e até débito.

Padronizar o atendimento, bom dia, boa tarde, boa noite.

Evitar o uso de celular ao conduzir o passageiro.

Manter a limpeza em dia. Ao utilizar o rádio do carro, dar preferência a rádios de notícias ou música ambiente. Nem todos gostam de futebol, pagode, funk ou gospel.

Quanto a situação da frota, este problema está sendo resolvido com a aplicação do novo código disciplinar.

A SITUAÇÃO DA REPRESENTATIVIDADE E INTERAÇÃO ENTRE OS GRUPOS

Na semana passada, fui excluido, assim como alguns amigos meus do grupo Somos todos taxistas. Um debate foi travado entre uns colegas e o criador e vendedor dos adesivos do grupo de que ele não seria o responsável e que outros administradores teria tomado a atitude.

Em seus discursos, o fato de eu ter sido candidato, e que eles não gostariam de politica.
GRUPO NO FACEBOOK (PÚBLICO)

Na minha visão, atos públicos, reunião de uma classe em determinado lugar (pode ser a internet) é um ato politico.

Vetar, proibir, segregar, discriminar, também é um ato politico, mas nesse caso, anti-democrático.

Sou taxista, e tido o que mais desejo é diminuir a distância entre nós e o poder público.

Não sou o tipo de pessoa que liga para outro colega e diz: " Olha, eu nem te conheço direito, mas tenho uma enorme afinidade por você, as vezes eu acho que gosto mais de você do que de mim..."

Eu costumo dizer:

Nós temos um problema, quero enfrentá-lo com responsabilidade, através da cobrança as autoridades, processos administrativos, jurídicos ou projetos de Lei. Acredito que melhores oportunidades precisam existir para nós trabalhadores, quer se juntar a mim nessa empreitada?

O princípio deve vir acima das personalidades. Estas são reconhecidas pelo seu trabalho, não por balelas e discursos inflamados, denegrindo a imagem de pessoas, subjulgando pela sua posição ou serviço.

Temos um adversário real, o CLANDESTINOS.

Quanto ao restante, já passou da hora do taxista parar de BABAQUISSE (desculpe o termo xulo), pois no final das contas, somos todos taxistas, mas se reparar bem, SOMOS TODOS TAXISTAS DA MESMA SENZALA!https://www.facebook.com/groups/774740349279427/?fref=ts

Seja pagando diárias, aluguel, prestação do carro e outras obrigações, somos todos escravos.

Esse papo-furado de não falo com politico, já deu o que tinha de dar, pois foi assim que muitos que aí estão trabalhando conseguiram entrar na praça. Pergunta a quem entrou depois de 2011, só entrou porque eu liderei um grupo que foi buscar a entrada de novos auxiliares, e hoje eles querem reclamar.

Nada pessoal contra qualquer taxista, ou ao Samir, apenas um desabafo em relação a isso tudo, pois enquanto ficamos olhando para o "rabo do outro" o inimigo só cresce. 

SECRETARIA ESTADUAL DE TRANSPORTES - COMBATE A PIRATARIA, UrBER e Outros


Sexta feita, me reuni na secretaria estadual de transportes com o superintendente de relações institucionais, Breno Vidal, Daniel Tavares, Maurício da Associação Constante Ramos e mais um policial da Decon - Delegacia do consumidor.

Num bate-papo, falamos sobre as maneiras de agir na repressão a pirataria, combate ao UrBER e outras formas de concorrência desleal.

Ficamos sabendo ainda, que uma cooperativa de Car Services, conseguiu um ofício para que não fosse incomodada pela fiscalização, devido a uma brecha na Lei Federal do Turismo.

O que fortalece a categoria, são esses encontros em que buscamos solução e não apenas especulação.

Reforçar as ações no combate a Pirataria, com inteligência e dentro da lei.

Esse encontro aconteceu com o apoio do secretário Estadual de transportes Carlos Osório, que estará na próxima quinta feira, junto do Secretário Municipal de transportes (SMTR) na Rua Ana Neri, 1540 - Rocha às 13 horas, para conversar com taxistas de diversos grupos, autonomos em geral.

A entrada nesta reunião é livre.

Vamos abordar a liberação de autorizações para o carnaval (sambódromo).

sábado, 31 de janeiro de 2015

BRINCADEIRA DE MAU-GOSTO NO WHATSAPP, FILHO FEIO NÃO TEM PAI

A onda de BOATOS espalhados pelas redes sociais é muito grande e não é exclusividade de taxistas. Mas quando vejo um colega sendo exposto dessa maneira, é preciso falar.

Uma regra básica da informação, é checar a fonte e a veracidade dos fatos.

Porque para aparecer, tem um monte de gente. Percebo que muitos estão apenas se promovendo, talvez por carência emocional, não querem ficar famosos, querem ser amados.

É preciso saber lidar com a fama, pois não se pode fazer isso a todo custo, passando por cima dos outros.

Filho feio não tem pai, se este rapaz sofre uma retaliação nas ruas, se fosse apanhado por algum tipo de justisseiro, como seria?

A palavra e flexa lançada, não voltam.

Acredito que muita gente deve pedir desculpas a ele, quem criou a "brincadeira" e quem compartilhou.

Infelizmente isso só vai acabar, quando alguém enfim for responsabilizado. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

ACONTECIMENTOS DA SEMANA

Cobrança das corridas de táxi na Região Metropolitana será regulamentada




A Secretaria Estadual de Transportes decidiu regulamentar a cobrança de corridas de táxi entre municípios da Região Metropolitana, do Rio para Niterói, por exemplo. O secretário Carlos Roberto Osório diz que, hoje, cada motorista age de um jeito.

“Uns cobram uma taxa adicional de 10%, outros acionam a bandeira dois”, afirma. Ele quer também reduzir o prazo para aferição dos taxímetros. Isto, para tirar de circulação aquela tabela utilizada sempre que há um aumento na tarifa.
Fonte: O Dia

Após rodar o mundo expondo fotos sobre o avô, Kadu, neto de Niemeyer, hoje é taxista

Quem é fã do arquiteto Oscar Niemeyer provavelmente já visitou alguma dessas exposições de fotos: “Niemeyer por Niemeyer”, “Oscar Niemeyer: arquiteto, brasileiro, cidadão” e “Oscar Niemeyer — 100 anos: poética da forma”. Era um trabalho em família: o autor das imagens, Carlos Eduardo Niemeyer, o Kadu, rodou o Brasil e o mundo ao lado do avô para expor registros das mais célebres obras do arquiteto. Ganhou reconhecimento e muito dinheiro. Morou em Paris e expôs em países como Rússia, Itália, Japão e Chile. Hoje, no entanto, não é preciso ir tão longe para conseguir conversar com o fotógrafo. Pouco mais de três anos após sua última mostra, na Argentina, Kadu, de 60 anos, pode ser encontrado na Praça Santos Dumont, no Baixo Gávea, onde trabalha como taxista.


 A reviravolta na história ocorreu depois que ele passou a fotografar moda. Ao mesmo tempo, começou a se dedicar a um livro de sua autoria, “Curvas”, ainda sobre o avô. Foram quase quatro anos de produção, e a procura por patrocinadores continua. Durante esse tempo, Kadu, que é filho da decoradora Anna Maria Niemeyer, a única filha do arquiteto, viu sua renda encolher, o patrimônio da família teve uma redução de cerca de 80%. Foi quando nasceu a decisão de se tornar taxista:

As primeiras semanas foram muito difíceis, deprimentes. Eu perguntava o que estava fazendo atrás de um volante. Mas foi apenas um choque inicial. Hoje, trabalho no ponto não só por necessidade financeira, mas por prazer. Mesmo se voltar a expor, não pretendo largar o táxi. Aqui fiz grandes amigos, além de ser uma profissão digna como qualquer outra.

A rotina é difícil, começa às 7h e não tem hora para acabar. Mas, mesmo circulando pelas ruas da cidade, Kadu não perde o contato com sua arte. Ele conta já ter três convites para expor suas fotos, um deles em Genebra (Suíça).

Também devo apresentar meu trabalho em Recife e Mato Grosso. Quero continuar expondo. É o que sei e gosto de fazer. Mas estou muito feliz aqui (no táxi). Amo esse contato com as pessoas.

Fonte: O Globo

Belo Horizonte: Taxistas fazem protestam com carreata

A equipe do Taxinforme com André de Oliveira (do táxi) e da AAMOTAB (Associação de Assistência ao motorista de Táxi do Brasil), se reuniram a centenas de taxistas pra protestar contra os transportes clandestinos e pelo direito em transitar nas vias do Move (BRT), na manhã de quarta-feira (28/01), no Centro de Belo Horizonte. De acordo com a Polícia Militar (PM), 600 motoristas seguiam pela Avenida Afonso Pena em direção à prefeitura, por volta das 11h.



Os profissionais se reuniram na Praça da Estação e seguiram em carreata até a porta da sede da Prefeitura de BH. A manifestação também é contra os aplicativos de celular que tornam desleal a concorrência dos motoristas e segundo os taxistas, confundem os passageiros. Eles querem a proibição dessas ferramentas na capital. O grupo protestou de forma pacífica, com buzinas e fogos de artifício.

O Sindicato dos Taxistas informou não estar à frente da manifestação. Por fim, os taxistas querem uma satisfação sobre a redução de vagas de táxis na área central de BH. 


A Empresa de Transportes e Trânsito (BHTrans) esclareceu que mantém um fórum permanente de negociação com os taxistas e que a liberação das pistas está em discussão. 

A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e a Polícia Militar, responsáveis pela fiscalização do transporte não se pronunciaram.



Taxista que mora no Rio conta como sobreviveu a campos de concentração nazistas

“Tenho 84 anos, sou casado, tenho filhos, netos e bisnetos. Quase morri diversas vezes. O número de identificação dos campos está no meu braço até hoje. Morei em Israel, cheguei ao Brasil aos 28 anos, fui camelô, fui taxista, mas já me aposentei. Hoje moro na Lapa. É bom ter uma vida normal aqui”, diz um polonês que sobreviveu a execução da família.


Conte algo que não sei.

A vida vale a pena. Ou, se não fosse assim, eu não estaria aqui. Achei que fosse morrer várias vezes. Há coisas que aconteceram no Holocausto que a gente nem consegue dizer. Só Deus sabe o que sofri e vi.

O senhor perdeu toda a família. Como foi isso? Conseguiu saber o que aconteceu?

A gente vivia na Polônia. Eu tinha nove anos. Os alemães encontraram primeiro meu pai e meu tio, que tinham uma loja de sapatos. Foram levados para a guilhotina. Eu tinha três irmãos — um de sete anos, uma de três e a menor, de seis meses. Ficamos escondidos no porão com minha mãe. Um dia fui comprar comida e os alemães me viram.

O que aconteceu então?

Eles nos levaram para uma fila onde matavam judeus. Quando chegou a vez da minha mãe, pegaram minha irmã menor, jogaram para o alto e atiraram na cabeça. Eu disse a mamãe, aos berros, que não ia oferecer a eles minha cabeça e saí correndo. Acertaram no abdômen. Só tirei a bala no Brasil, aos 28 anos. Corri para a mata, lá encontrei um grupo e, a partir daí, virei soldado. Aprendi a mexer com armas. Nunca mais soube da minha família e acho que todos morreram naquela época.

Pode descrever sua vida no campo de concentração?

Passei por vários. Fui escolhido para morrer com patrícios em diversas oportunidades, mas sempre consegui escapar. Havia momentos em que eu achava que não ia mais ter jeito. Mas sempre tive Deus dentro de mim e, além disso, nunca tive medo, enfrentava tudo. Tinha que ser esperto para não morrer. Pegar batata para os alemães comerem. As cascas que eles deixavam a gente recolhia e cozinhava. Dormíamos num galpão onde cabiam mil pessoas. De manhã, ficávamos em fila, eles olhavam, decidiam quem ia morrer naquele dia e quem ia trabalhar.

Qual a coisa mais difícil que teve que fazer para resistir?

Foi no campo de Majdanek, na Polônia. Os alemães me deram um alicate e mandaram entrar num galpão cheio de judeus mortos e arrancar os dentes de ouro deles. Andei em cima dos cadáveres. Eles me ameaçavam com seus cachorros para que eu obedecesse. Achei um judeu vivo que cochichou: pode arrancar o dente, mas finge que estou morto.

É fato que conheceu Stálin?

Quando os russos chegaram, perguntaram se eu estava mesmo vivo. Eu me encontrava muito magro e sem forças. A tropa me levou até Moscou e a Stálin. Ele fez a mesma pergunta: “Estás vivo?” (Risos). Lá me deram roupa bonita, comida e, a mando dele, fui logo levado a um internato.

Hoje, no Palácio do Itamaraty, celebra-se o Dia Internacional em memória às Vítimas do Holocausto, criado pela ONU e parte dos 450 anos da Cidade do Rio. Eventos assim amenizam a dor?

Recebi o convite. Acho importante, pois as pessoas não têm de fato ideia de tudo o que passamos. Eu mesmo movi uma ação e ganha uma pensão do governo alemão no valor de 518 euros por mês (cerca de R$1.500), mas nada é tão significativo quanto se perder uma família ou ver tanto sofrimento.

O senhor conta tudo isso com muita lucidez e não perde o bom humor, o sorriso. Como isso é possível?

Eu tenho fé. Não é uma questão de religião. É fé mesmo, tenho Deus dentro de mim. Estou tentando sobreviver a tudo com a maior calma. Sou casado, aposentado, tenho uma vida normal. Isso é muito bom.

Fonte: O Globo